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Só tem motores de seis e oito cilindros no Mercedes-Benz GLE 2026

Mercedes-Benz GLE 2026 cinzento exposto em salão moderno com iluminação interior quente.

Sete anos depois de ter sido lançado, o Mercedes-Benz GLE podia muito bem estar a preparar-se para uma geração totalmente nova. Mas a Mercedes-Benz decidiu seguir outro caminho: em vez de virar a página, aposta num segundo facelift para o GLE e para o GLE Coupé - mais profundo do que o de 2023.

O resultado é um GLE 2026 que reforça a identidade visual recente da marca e, ao mesmo tempo, atualiza de forma mais ambiciosa o interior e a oferta mecânica. E sim: a “febre das estrelas” também chegou aqui, com um impacto claro no desenho da frente e da traseira.

No exterior do GLE 2026, há… muitas estrelas, alinhadas com a tendência dos últimos lançamentos da marca. Surgem na nova assinatura luminosa dianteira e traseira e também como padrão decorativo na grelha, que cresceu em dimensão. Os para-choques foram redesenhados e há novas jantes de 20″.

Atrás, à semelhança da «máscara» que domina o portão da bagageira do novo Mercedes-Benz GLC totalmente elétrico, os renovados GLE também adotam uma faixa negra a unir ambos os farolins, compostos por elementos tridimensionais em formato de estrela e integrando o logótipo da marca ao centro.

Senhor dos ecrãs

Passando para o interior dos GLE 2026, as alterações são bem mais profundas: é, na prática, um habitáculo novo.

O grande destaque é a chegada, de série, do MBUX Supercreen, que reúne três ecrãs sob uma superfície de vidro que se estende por praticamente toda a largura do habitáculo. O tejadilho panorâmico também passa a ser equipamento de série em todas as versões.

Nesta segunda atualização, os volantes também foram revistos e os seus comandos deixam de ser exclusivamente hápticos, passando a incluir dois comandos rotativos físicos.

Motorizações revistas e mais potentes

Sob o capô dos GLE e GLE Coupé 2026, mantêm-se as opções Diesel, a gasolina e híbridas plug-in. A grande mudança é que passam a existir apenas motores de seis cilindros em linha ou V8. Os quatro cilindros saem por completo da gama.

Nos Diesel, tanto o GLE 350 d 4MATIC como o GLE 450 d 4MATIC recorrem ao mesmo seis cilindros em linha de 3,0 litros. O que os separa é a potência: 286 cv e 650 Nm de binário contra 367 cv e 750 Nm, respetivamente.

É nas motorizações a gasolina que surgem mais novidades. Quer o seis cilindros em linha de 3,0 litros, quer o V8 de 4,0 litros são evoluções substanciais dos antecessores, com a adição da designação Evo às suas referências: M 256 e M 177, respetivamente.

O seis cilindros equipa o GLE 450 4MATIC. A potência mantém-se nos 381 cv, mas o binário cresce 12%, de 500 Nm para 560 Nm, graças a uma nova cabeça de motor, admissão de ar majorada e escapes redesenhados.

No topo está o GLE 580 4MATIC, «animado» pelo V8, estreado no Classe S 2026. Distingue-se pela cambota plana - como nos motores da Ferrari. O resultado são 537 cv e 750 Nm de binário, e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 4,5s, igualando o tempo do Mercedes-AMG GLE 53 Hybrid, que é mais potente.

Mas se quer juntar o melhor dos dois mundos, há o híbrido plug-in GLE 450 e 4MATIC. Prescinde do motor de quatro cilindros e 2,0 litros e passa a usar exatamente o mesmo seis cilindros em linha do GLE 450.

A potência combinada do sistema, por consequência, sobe. São mais 74 cv, passando dos 381 cv para os 455 cv. A bateria, por outro lado, mantém a mesma capacidade de 25,3 kWh (úteis), anunciando uma autonomia elétrica de até 106 km em ciclo combinado WLTP.

Quando chega?

Os Mercedes-Benz GLE e GLE Coupé 2026 ainda não têm data de chegada ao mercado, mas tudo indica que aconteça ainda este ano. Paralelamente, os preços para o mercado nacional também ainda não estão definidos.

Mesmo assim, tudo aponta para que fiquem próximos dos modelos atuais, que estão disponíveis a partir de 100 800 euros e 108 050 euros, respetivamente.

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