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Plante agora em março: 7 bolbos de flores para um canteiro de verão cheio de cor

Mulher a plantar bulbos de flores num canteiro com flores coloridas num jardim ensolarado.

Em março, o canteiro ainda pode parecer despido, mas, debaixo da terra, já se desenha a antecâmara para julho e agosto. Quem plantar cedo os bolbos certos assegura um jardim que floresce de junho até ao outono. Para isso, contam o momento adequado, uma combinação bem pensada de plantas de floração estival e alguns gestos simples na plantação.

Porque é que março é um mês discreto, mas excelente, para os bolbos de verão

Março cai exatamente na fase de transição: o solo ainda conserva a humidade dos meses de inverno, mas já começa a aquecer. Isso cria um ambiente muito favorável para muitas plantas de bolbo e tubérculo que vão florir no verão.

"Quem instala já em março os seus bolbos de floração estival ganha tempo - raízes mais fortes, menos stress no auge do verão, flores mais exuberantes."

Os bolbos aproveitam este tempo ameno para formar um sistema radicular robusto antes da primeira vaga de calor. Assim, mais tarde, resistem melhor aos períodos secos e necessitam de menos água na rega.

A região faz toda a diferença

A data exata da plantação depende muito da localização do jardim:

  • Regiões amenas / clima vitivinícola / zonas periféricas urbanas: a plantação costuma ser possível logo no início de março.
  • Centro da Alemanha: muitas vezes, o período ideal vai de meados até ao fim de março.
  • Zonas frias / altitudes elevadas / regiões do norte: é preferível esperar até ao fim de março ou abril, ou começar em vaso, em local protegido.

Quando há risco de geada tardia, um simples velo de jardim ajuda bastante: basta colocá-lo ao cair da noite sobre os rebentos jovens mais sensíveis. Os bolbos cultivados em vasos podem, em caso de frio iminente, ser colocados temporariamente junto a uma parede abrigada ou na arrecadação.

Regras básicas: como garantir bolbos de flores de verão que resultem bem

Antes de passar às espécies concretas, vale a pena olhar para os fundamentos. Muitos problemas com bolbos apodrecidos ou crescimento fraco têm a mesma origem: localização inadequada ou solo pesado e encharcado.

Escolher bolbos saudáveis

Na compra, há uma regra simples: quanto mais firme for o bolbo ou o tubérculo, melhor.

  • pressionar ligeiramente com os dedos - deve parecer compacto, não esponjoso
  • sem manchas escuras de podridão, nem sinais visíveis de bolor
  • o mais túrgido possível, sem zonas afundadas ou enrugadas
  • guardar até à plantação em local fresco, escuro e seco

O solo certo para as plantas de floração estival

Muitos bolbos de verão preferem um solo solto e bem drenado. Em terrenos argilosos e pesados, a água acumula-se com facilidade e os bolbos acabam por apodrecer.

O solo pode ser melhorado com:

  • composto bem decomposto, que fornece nutrientes e solta a estrutura
  • areia ou brita fina em solos pesados, para favorecer o escoamento da água
  • matéria orgânica, como húmus de folhas, em zonas pobres

"Evite os pontos do jardim onde, vários dias depois de uma chuvada forte, ainda se formam poças - aí, os bolbos de verão têm poucas hipóteses."

A regra mais importante: a profundidade de plantação

Uma regra clássica para bolbos de flores: devem ser colocados no solo com uma profundidade de cerca de duas vezes e meia a três vezes a sua altura.

Altura do bolbo Profundidade de plantação recomendada
3 cm cerca de 7–9 cm
5 cm cerca de 12–15 cm
8 cm cerca de 20–24 cm
10 cm cerca de 25–30 cm

A ponta deve ficar virada para cima; os tubérculos mais achatados devem ser colocados com o lado mais liso voltado para baixo. Depois de plantar, regue bem. A partir daí, normalmente basta manter o solo ligeiramente húmido de forma regular. Uma camada fina de cobertura morta de húmus de casca ou aparas de relva ajuda a reduzir a evaporação.

Sete bolbos de verão que dão tudo no jardim

Para prolongar a floração ao máximo, faz sentido combinar várias espécies. O ideal é garantir uma sequência desde junho até outubro. Estes sete candidatos estão entre os bolbos de verão mais fiáveis para o jardim doméstico.

Dálias: flores contínuas até ao outono

As dálias são um clássico dos canteiros opulentos de verão. Conforme a variedade, florescem de julho até outubro. Os tubérculos podem ser colocados no solo a partir de março ou abril; nas zonas mais frias, é melhor esperar um pouco mais ou começar em vasos.

  • Local: sol pleno a muito sol
  • Solo: fértil, rico em húmus, bem drenado
  • Utilização: canteiros, jardim campestre, flores de corte

As variedades altas beneficiam de uma estaca de apoio para não vergarem com o vento. Quem retirar sistematicamente as flores secas estimula o aparecimento de novos botões.

Lírios: elegância e perfume no pico do verão

Os lírios trazem altura ao canteiro e, consoante a variedade, libertam um perfume intenso. O período de floração situa-se, na maioria dos casos, entre junho e agosto.

Preferem a zona das raízes relativamente fresca e ligeiramente sombreada, enquanto a parte superior da planta tolera bem o sol. Um anel baixo de vivazes em redor dos lírios consegue precisamente isso: “pés frescos, cabeça ao sol”.

Begónias tuberosas: cor para zonas sombrias

Quem tem terraços sombrios ou cantos de canteiro mais escuros encontra nas begónias tuberosas a solução ideal. Resultam muito bem em floreiras, vasos e rebordos de canteiro em meia-sombra a sombra. A floração vai de julho até ao outono.

"As begónias tuberosas mostram que uma varanda virada a norte não é uma sentença - com elas, também os locais sombrios podem ganhar cor."

Os tubérculos devem ser colocados de forma rasa, porque são sensíveis ao excesso de água. Em locais frescos, muitos jardineiros amadores começam por as cultivar dentro de casa e só colocam os vasos no exterior depois dos santos do gelo.

Gladíolos: espigas florais espetaculares para o vaso e o canteiro

Os gladíolos dão ao jardim um toque quase arquitetónico com as suas hastes florais altas. Se plantar vários lotes, com intervalos de duas semanas, consegue prolongar a floração até ao fim do verão.

  • Local: ensolarado, protegido do vento
  • Exigência: solo fértil; uma adubação ocasional favorece a floração
  • Dica: é indispensável usar suportes estáveis para que as hastes longas não tombem

Canna: ambiente tropical no canteiro

A canna, muitas vezes conhecida como cana-florífera, cria apontamentos exóticos com folhas grandes e flores vivas. Os rizomas devem ser colocados num solo quente e rico em nutrientes, de preferência num local de pleno sol.

A canna adapta-se muito bem como exemplar isolado num vaso. Assim, no outono, o recipiente pode ser guardado sem geada, o que torna a hibernação muito mais simples.

Crocosmia: cor intensa com um aspeto ligeiramente silvestre

A crocosmia, muitas vezes vendida no comércio como montbretia, produz hastes florais delicadas, ligeiramente arqueadas, em tons de amarelo, laranja e vermelho. A floração decorre, em regra, entre julho e setembro.

Fica perfeita em canteiros de inspiração naturalista, em combinação com gramíneas ou com vivazes de porte solto. Em zonas duras, uma camada grossa de proteção invernal, feita de folhas e ramagens, ajuda a proteger os bolbos.

Agapanto: o lírio-do-Nilo para vasos e terraços

O agapanto, também chamado lírio-do-Nilo, destaca-se pelas suas inflorescências globosas e imponentes, em azul ou branco. Gosta de sol e de um solo relativamente pobre, mas muito bem drenado.

"O agapanto fica especialmente bem num vaso no terraço e pode, assim, passar o inverno sem geadas."

Os rizomas não devem ser colocados demasiado fundo, preferindo ficar apenas um pouco abaixo da superfície. Muitos jardineiros defendem que o torrão se mantenha ligeiramente “apertado” no vaso - isso favorece a vontade de florir.

Como combinar de forma inteligente os sete bolbos de verão

Um canteiro bem planeado joga com diferenças de altura, cores e épocas de floração. As espécies mais altas, como dálias, gladíolos e canna, ficam atrás; lírios e crocosmia ocupam a zona central; as begónias e as variedades mais baixas de agapanto ficam na frente ou nas margens.

As cores também podem ser usadas de forma intencional:

  • tons quentes (vermelho, laranja, amarelo) para um aspeto mais solar e vibrante
  • azul e branco do agapanto como parceiros calmantes
  • tons pastel dos lírios e das begónias para zonas mais românticas

Entre as plantas de bolbo, resultam bem vivazes mais baixas, como a alquemila, a erva-dos-gatos ou o gerânio-vivaz. Elas disfarçam falhas quando algumas espécies demoram mais a rebentar e mantêm o solo parcialmente sombreado.

Extras práticos: cuidados, proteção e pequenos riscos

Os bolbos de verão agradecem regas regulares, mas sem exageros. Em períodos de calor, vale mais a pena regar bem de poucos em poucos dias do que pulverizar continuamente pequenas quantidades de água por cima. As espécies mais exigentes em nutrientes, como dálias e canna, beneficiam de um adubo líquido orgânico de duas em duas ou de três em três semanas.

O risco da geada tardia mantém-se. Os rebentos podem ficar negros, mas o bolbo, na maioria das vezes, sobrevive. Nesses casos, retire apenas o que ficou danificado e não volte a plantar: espere. Muitas vezes voltam a rebentar quando o tempo aquece.

Quem jardina em zonas com lesmas deve proteger logo os rebentos jovens com cercas anti-lesmas ou barreiras de brita afiada. As dálias são, em especial, um alvo muito apetecível.

Para quem está a começar, compensa testar primeiro alguns bolbos em vasos. Assim, é mais fácil descobrir o melhor local do jardim antes de avançar para áreas maiores. E quem experimentar todos os anos algumas variedades novas vai construindo, pouco a pouco, um canteiro de verão que floresce de junho até à primeira geada.

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