O limoeiro é visto como uma árvore pouco exigente, dá muitas vezes fruto quase durante todo o ano e, para muitos jardineiros amadores, cresce em vaso na varanda ou no terraço. Precisamente por isso, muita gente pensa que basta um pouco de água e adubo. Na realidade, é uma única data de poda, bem escolhida na primavera, que decide se a árvore ficará carregada de frutos - ou se passará o resto do ano esgotada e a definhar.
Poda do limoeiro: porque tantos limoeiros deixam de dar fruto de repente
Um limoeiro consome enormes quantidades de energia para produzir folhas, flores e frutos. Para isso, recorre às reservas que acumulou. Quando a tesoura entra em ação na altura errada, esse equilíbrio delicado fica comprometido.
O erro mais comum é cortar fortemente a árvore a meio do inverno. As consequências costumam só tornar-se visíveis semanas depois.
Uma poda de inverno enfraquece o limoeiro, os cortes cicatrizam mal e uma parte das flores que virão acaba simplesmente por não surgir.
A superfície fresca do corte fica exposta ao frio sem proteção. A circulação da seiva ainda é reduzida e os tecidos estão sensíveis. Se depois vierem geadas tardias, as bordas dos tecidos jovens podem literalmente queimar. Nessa fase, a árvore investe a sua energia não em novos frutos, mas primeiro na cicatrização das feridas.
O extremo oposto também é problemático: passar anos sem qualquer poda. A copa adensa-se, os ramos cruzam-se e a parte interior fica emaranhada. A luz e o ar já mal chegam ao centro. As doenças fúngicas encontram nesse ambiente húmido e sombrio condições ideais, e os botões florais tornam-se menos numerosos.
Consequências típicas de uma manutenção em falta:
- cada vez menos flores de ano para ano
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