Para os fabricantes, compensa mais apostar nos modelos Pro - os custos de desenvolvimento são inferiores aos dos modelos Ultra
O informador Ice Universe revelou que fabricantes chineses de smartphones estão a discutir uma possível pausa no desenvolvimento dos fotomóveis de topo da série Ultra. A razão é o aumento dos preços da memória e de outros componentes, que afeta sobretudo os flagships mais caros e mais carregados tecnicamente. Nas condições actuais, lançar smartphones Ultra está a tornar-se cada vez menos vantajoso.
As linhas Ultra dos fabricantes chineses assentam, por norma, numa câmara o mais avançada possível e numa demonstração de «tudo de melhor de uma vez»: sensores grandes, óptica complexa, processamento de imagem potente e componentes de topo. No entanto, devido a esta configuração, o custo de produção destes dispositivos já é muito elevado e, com a subida dos preços da memória e de outros componentes, o espaço para poupar praticamente desaparece. Reduzir a câmara ou simplificar os sensores não é opção - nesse caso, o modelo deixa de fazer sentido como Ultra.
O problema agrava-se ainda com o teto de preços do mercado. Se o valor subir demasiado, os smartphones Ultra começam a aproximar-se da fasquia dos cerca de 10 000 yuanes (quase 1500 dólares), onde a concorrência se torna mais difícil e a procura cai de forma notória. Como resultado, as marcas arriscam-se a ficar com um dispositivo de custo de produção elevado, preço alto e vendas fracas, o que pode traduzir-se em lucro mínimo ou até negativo.
Neste contexto, as séries numeradas e Pro parecem ser uma via mais estável para os fabricantes. Estes modelos são mais fáceis de vender em grandes volumes e, por isso, adaptam-se melhor à manutenção da margem. Assim, algumas marcas poderão congelar temporariamente o desenvolvimento dos flagships Ultra ou rever a própria concepção destes modelos.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário