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Foram usadas fotos de milhões de jogadores do Pokémon Go para criar um modelo mundial capaz de identificar localizações com precisão de poucos centímetros.

Homem utiliza smartphone para controlar drone e robô autónomo numa rua urbana movimentada.

O modelo da Niantic para robôs

O Pokémon Go foi, na altura, um fenómeno e continua até hoje a render bastante dinheiro aos seus criadores. No entanto, só agora, passados 10 anos desde o lançamento, se tornou público que o antigo proprietário do jogo usou dados dos jogadores para treinar robôs.

A Niantic deteve os direitos do jogo até ao ano passado, quando o vendeu à Scopely juntamente com o seu negócio de jogos. A Niantic Spatial, empresa criada pela Niantic e dedicada à inteligência artificial, estará a utilizar um vasto conjunto de dados recolhidos junto dos jogadores para construir um modelo virtual do mundo com uma precisão extraordinária. Esse modelo consegue localizar o utilizador no mapa com margem de erro de apenas alguns centímetros, com base em algumas imagens de edifícios ou de outros pontos de referência visíveis. E a empresa quer aplicá-lo para melhorar a precisão da navegação de robôs em locais onde o GPS funciona de forma pouco fiável.

“Afinal, fazer com que o Pikachu corra de forma realista e fazer com que o robô Coco se desloque pelo mundo de maneira segura e precisa é, no fundo, o mesmo problema”

O ponto aqui está na dimensão desses dados. Nos primeiros 60 dias, o jogo foi descarregado mais de 500 milhões de vezes e, mesmo agora, passados 10 anos, fala-se ainda de cerca de 100 milhões de jogadores.

No total, o modelo foi treinado com 30 mil milhões de fotografias do mundo real, obtidas a partir dos jogadores. Atualmente, a própria Coco Robotics, com quem a Niantic Spatial colabora, já utiliza o modelo. A Coco coloca robôs de entrega de mercadorias no segmento da “última milha” em várias cidades dos Estados Unidos e da Europa.

Tendo em conta o número de jogadores e a longevidade do jogo, é bastante provável que os 30 mil milhões de fotografias estejam longe de representar o limite.

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