“O DLSS 5 junta o controlo da geometria, das texturas e de tudo o resto no jogo com IA generativa”
Na conferência de imprensa da GTC 2026, organizada pela Tom's Hardware, o diretor executivo da Nvidia, Jensen Huang, respondeu às críticas dirigidas ao DLSS 5 - a nova tecnologia da empresa que recorre à inteligência artificial e à renderização neural.
Desde que esta funcionalidade foi apresentada, alguns críticos têm-se queixado com insistência nas redes sociais de que a tecnologia piora a qualidade gráfica nos jogos, os torna monótonos ou só mostra o ponto de vista da Nvidia. Grande parte dessas críticas concentrou-se na aparência renovada de Grace Ashcroft e Leon Kennedy em Resident Evil Requiem.
“Bem, em primeiro lugar, estão completamente errados”, respondeu Huang, quando o editor-chefe da Tom's Hardware, Paul Alcorn, lhe perguntou sobre as críticas. “A razão é que, como expliquei com bastante detalhe, o DLSS 5 junta o controlo da geometria, das texturas e de tudo o resto no jogo com IA generativa”.
Acrescentou que os programadores continuam a poder “afinar a IA generativa” para se enquadrar no seu estilo, sublinhando que o DLSS 5 acrescenta capacidades de geração à geometria já existente do jogo, mas “não altera o controlo artístico”.
“Isto não é pós-processamento, não é pós-processamento ao nível dos fotogramas, é controlo generativo ao nível da geometria”, afirmou.
Huang também disse que os programadores podem testar a ferramenta e perceber de que forma a querem usar, sugerindo que cabe ao criador decidir se pretende gerar um “shader de desenho animado” ou se o jogo deve ter um aspeto diferente.
“Tudo isto está sob controlo - controlo direto - do programador do jogo”, disse. “Isto é muito diferente da IA generativa; é IA generativa com controlo de conteúdo. É por isso que lhe chamamos renderização neural”.
O lançamento do DLSS 5 está previsto para o outono.
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