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Foi o início do regresso dos EUA à Lua e foi um sucesso. O chefe da NASA anunciou grandes planos americanos para a Lua.

Cinco astronautas da NASA em fatos espaciais observam o lançamento de um foguetão através de uma janela.

Missão Artemis 2: o sobrevoo da Lua é apenas a primeira etapa do grande programa lunar da NASA

O diretor da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a Artemis 2 representa apenas o ponto de partida de um vasto programa lunar, que deverá levar os Estados Unidos e os seus parceiros internacionais até uma base na Lua e, numa fase mais avançada, a uma missão a Marte. Segundo ele, o voo, que terminou com uma aterragem segura da tripulação, funcionou como o arranque de uma espécie de «estafeta lunar», e não como o objetivo final do programa.

«Foi o início do regresso da América à Lua, e foi um sucesso», disse Jared Isaacman durante o Simpósio Espacial de 2026, no Colorado. Acrescentou ainda que esta missão «será recordada como o momento em que as pessoas voltaram a acreditar, a acreditar que a América ainda é capaz de enfrentar o quase… impossível e alcançar resultados extraordinários».

Isaacman sublinhou também que a NASA quer acelerar o ritmo do programa Artemis. De acordo com o plano atualizado, a Artemis 3 deverá servir, em 2027, para testar o sistema de alunagem, enquanto a Artemis 4 poderá já concretizar a primeira descida de astronautas em 2028. Em paralelo, a agência aposta na construção gradual de uma base lunar - começando com missões robóticas que, segundo a expectativa, poderão entregar cargas na região do polo sul da Lua já em 2027.

Na NASA, também está a ser revisto o rumo de outros grandes projetos. A agência suspendeu o programa Gateway e está a debater um novo modelo para a futura estação orbital pós-ISS, dando maior peso a módulos privados e à cooperação com a indústria. Isaacman afirmou que a NASA não pode «criar» por força uma economia lunar ou orbital, mas pode ajudar a lançá-la através de missões comerciais tripuladas, investigação e parcerias.

Separadamente, o responsável da NASA associou o programa lunar ao futuro voo para Marte, dizendo que as missões de longa distância vão exigir energia nuclear e, provavelmente, tecnologias de propulsão nuclear. Ao mesmo tempo, deixou claro que os Estados Unidos também encaram a corrida lunar no contexto da конкурência internacional, sobretudo com a China.

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