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Drones da Força Aeroespacial da Colômbia (FAC)

Piloto militar em fato verde verifica equipamento digital junto a drone cinzento estacionado numa pista aérea.

O emprego de aeronaves não tripuladas pela Força Aeroespacial da Colômbia (FAC) vem de há vários anos, quando, com o apoio do governo dos Estados Unidos, chegaram ao país as primeiras unidades, com o objetivo de reforçar o combate ao narcotráfico, tratando-se de aeronaves de vigilância.

Perante os novos desenvolvimentos e a utilização em larga escala destes aparelhos na guerra contemporânea, a FAC viu-se na necessidade de adquirir este tipo de plataformas para reforçar as suas capacidades, criando, no interior do Comando Aéreo de Combate N.º 2, situado na localidade de Apiay, no município de Villavicencio, no departamento de Meta, uma unidade especializada na operação, manuseamento e manutenção deste tipo de aparelhos.

Foi assim que, no âmbito desta unidade, pudemos entrevistar o Capitão Dorado Ruiz Daniel, piloto de aeronaves pilotadas remotamente, sendo as duas que tivemos oportunidade de conhecer o ScanEagle, cujo primeiro exemplar chegou ao país em 2009, e o Hermes 450, de origem israelita, que chegou ao país em 2012.

ZM: Senhor Capitão, podia indicar-me quais são as aeronaves que estamos a observar e quais as suas características?

“Neste momento temos em exposição duas aeronaves: o Hermes 450, que é da empresa israelita Elbit Systems, com um alcance de 250 km, que funciona através de linha de visão, tem uma autonomia de 16 horas, dependendo da sua configuração, e é utilizado em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. Tem uma velocidade de cruzeiro de aproximadamente 120 a 150 km/h e pode voar a uma altitude de 6 km.

Por outro lado, temos a aeronave ScanEagle, de fabrico norte-americano, da empresa Insitu, que é subsidiária da Boeing. Essa aeronave tem um alcance de aproximadamente 100 km. Também funciona com linha de visão e uma autonomia de 16 horas, com uma velocidade de cruzeiro entre 100 e 120 km/h. É igualmente utilizada em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. A vantagem destas aeronaves é que nos permite ver vídeo em tempo real e tirar fotografias de qualquer ponto da geografia colombiana. Esta é basicamente a descrição destas aeronaves.”

ZM: Gostaria que nos dissesse quais são as principais atividades que estas aeronaves desempenham no combate à criminalidade.

“Claro que sim, como já referi, inteligência, vigilância e reconhecimento. Apoiam-nos ao realizar reconhecimento e recolha de informação em tempo real sobre qualquer zona de interesse e sobre aquilo que estamos a observar naquele momento, bem como sobre a forma como está a ser conduzida uma operação, como se estão a movimentar as nossas tropas e os nossos adversários. Assim, podemos orientá-las, podemos alertá-las para qualquer perigo que esteja próximo da sua área e para a localização aproximada de possíveis hostis.”

ZM: No que diz respeito ao ScanEagle, há quanto tempo é utilizado na FAC e quantas aeronaves opera a Força neste momento?

“A aeronave chegou à Colômbia em 2009. Existe um número aproximado entre 30 e 40 destas aeronaves distribuídas por todo o território nacional, cobrindo cerca de 70 % da sua geografia, graças ao alcance destes aparelhos.”

ZM: Quanto ao Hermes, como tem sido o seu uso nos últimos tempos, tendo em conta as dificuldades sentidas relativamente às peças provenientes de Israel para reparação e manutenção?

“Como é habitual, a manutenção é assegurada através de contratos; nós dispomos de um stock de manutenção para essas aeronaves. Além disso, os nossos técnicos estão plenamente certificados e amplamente formados para realizar toda a manutenção destas aeronaves integralmente aqui na Colômbia. Claro está que, como qualquer outra aeronave, necessitamos da casa fabricante para efetuar qualquer atualização. Neste momento, estão plenamente operativas.”

ZM: Em relação ao irmão mais velho do aparelho aqui exposto, o Hermes 900, o seu funcionamento continua normal até à data?

“Neste momento, a aeronave Hermes 900 está a operar, não teve contratempos e continua a cumprir a sua missão sem qualquer problema.”

Como é referido nesta entrevista, operam cerca de 30 a 40 ScanEagle em todas as bases do país, contando com um inventário de 6 Hermes 450 e 2 Hermes 900, afetos ao Esquadrão de Combate 217 Quimera. Estes constituem a espinha dorsal de vigilância e inteligência da FAC.

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