Nesta semana, as notícias de ciência apontam para um futuro em que as injeções regulares podem deixar de ser necessárias em vários contextos. Há avanços promissores tanto na diabetes - com alternativas em comprimido e em creme - como noutras áreas, desde doenças autoimunes até descobertas inesperadas no espaço.
Vale a pena lembrar que resultados de ensaios clínicos e estudos laboratoriais (como os feitos em ratos) têm pesos diferentes: alguns dados já são robustos para orientar próximos passos, enquanto outros ainda precisam de confirmação em humanos e em grupos maiores.
Novo comprimido para diabetes mostra perda de peso semelhante ao Ozempic, revela ensaio clínico
Um medicamento chamado orforglipron apresentou resultados encorajadores num novo ensaio clínico, alcançando perda de peso comparável ao Ozempic, com a diferença prática de ser administrado por via oral (em comprimido).
Os números foram claros. O grupo que recebeu a dose mais elevada, 36 miligramas, perdeu em média 9,6% do peso corporal, o que corresponde a cerca de 9,6 quilogramas. Já o grupo de 12 miligramas registou uma redução média de 7%, enquanto o de 6 miligramas teve uma perda média de 5,1%. No grupo placebo, a diminuição média ficou pelos 2,5%.
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Tratamento inovador para diabetes pode administrar insulina através de um creme na pele
Uma nova abordagem para administrar insulina, usando um creme aplicado na pele, pode abrir caminho para reduzir ou mesmo substituir as injeções em pessoas com diabetes.
Em testes com ratos, esta forma de tratamento fez descer as concentrações de glicose no sangue para valores normais em menos de uma hora, com uma eficácia equivalente à das injeções de insulina. Depois disso, os níveis mantiveram-se estáveis por cerca de 12 horas.
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Cientistas associam o lúpus a um dos vírus mais comuns do mundo: o vírus Epstein-Barr
Um novo estudo relaciona o lúpus, uma doença autoimune crónica, com um tipo particularmente agressivo de infeção pelo vírus Epstein-Barr.
Em doentes com lúpus, a infeção aparenta ser mais profunda, possivelmente porque estas pessoas foram infetadas por uma estirpe mais virulenta do EBV. Entre os pacientes com a condição autoimune, os investigadores observaram que a proporção de células B infetadas com EBV é de cerca de uma em cada 400 - um valor 25 vezes superior ao registado em indivíduos saudáveis.
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Talvez já saibamos porque é que o Alzheimer apaga as memórias das pessoas de quem gostamos
Investigadores identificaram de que forma o Alzheimer deteriora estruturas cerebrais cruciais para o reconhecimento de pessoas - e isso pode indicar caminhos para travar esse processo.
“Na nossa investigação com ratos, quando protegemos estas estruturas do cérebro numa fase precoce da vida, os ratos com a doença mostraram-se mais capazes de recordar as suas interações sociais”, afirma a autora principal, Lata Chaunsali.
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NASA encontrou em Marte uma rocha que não devia estar ali
O rover Perseverance, da NASA, detetou em Marte uma rocha invulgar que parece deslocada do seu contexto geológico: tudo indica tratar-se de um meteorito que atingiu o planeta vermelho.
A rocha, com cerca de 80 cm de largura, recebeu o nome Phippsaksla. O que a torna um “corpo estranho” na zona onde foi observada é a sua composição, muito rica em ferro e níquel, o que sugere que nem sempre esteve em Marte.
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Os acontecimentos no espaço também mostram como a exploração espacial depende de redundância, manutenção e planeamento de contingências. Mesmo incidentes aparentemente pequenos - como danos num componente específico - podem alterar calendários, missões e decisões operacionais.
Astronautas estão atualmente retidos no espaço: o que se sabe
Três astronautas chineses encontram-se neste momento retidos na estação espacial Tiangong, com as autoridades a prepararem um lançamento de recuperação para a próxima semana.
A única nave disponível para a tripulação foi atingida por lixo espacial no início de novembro, o que provocou fissuras no visor de observação do veículo. Segundo um comunicado da China Manned Space Agency (CMSA), a colisão foi causada por “um pequeno fragmento de detritos espaciais”.
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