Arqueólogos descobriram um local com cerca de 10.000 anos que contém arte rupestre na Península do Sinai, no Egipto, informou na quinta-feira o Ministério do Turismo e das Antiguidades do país.
Até agora desconhecido, o sítio fica no Planalto de Umm Irak e inclui uma formação rochosa com 100 metros de comprimento, cujas gravuras variadas permitem acompanhar a evolução da expressão artística humana desde a Pré-História até ao período islâmico.
Em comunicado, o ministério afirmou que o Conselho Supremo das Antiguidades "descobriu um dos mais importantes novos sítios arqueológicos, de excepcional valor histórico e artístico".
Segundo o secretário-geral do conselho, Hisham El-Leithy, a diversidade cronológica do local faz dele "um museu natural ao ar livre".
O tecto do abrigo rochoso natural apresenta numerosos desenhos, realizados com pigmento vermelho, de animais e de símbolos, além de inscrições em árabe e na língua nabateia.
De acordo com o ministério, algumas das gravuras "reflectem os estilos de vida e as actividades económicas das primeiras comunidades humanas".
No interior, excrementos de animais, divisórias em pedra e vestígios de lareiras confirmam que o abrigo foi usado como refúgio durante muito tempo.
Para o ministro do Turismo e das Antiguidades, Sherif Fathi, estes elementos "fornecem mais provas da sucessão de civilizações que habitaram esta importante parte do Egipto ao longo dos milénios".
O ministro descreveu ainda a descoberta como uma "adição significativa ao mapa das antiguidades egípcias".
O sítio situa-se no sul da Península do Sinai, numa zona onde o Cairo está a avançar com um vasto megaprojeto destinado a atrair turismo de massas para a localidade montanhosa de Santa Catarina, património mundial da UNESCO e lar de beduínos que receiam pela sua terra ancestral.
© Agence France-Presse
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