A Agência Espacial Europeia (ESA) informou que está a investigar um bólide que riscou os céus da Europa no fim de semana e que, segundo relatos, acabou por abrir um buraco do tamanho de uma bola de futebol no telhado de uma casa na Alemanha.
O fenómeno luminoso, que brilhou durante cerca de seis segundos pouco antes das 19h (hora da Europa Central; 18:00 GMT) de domingo, foi visto por testemunhas na Bélgica, em França, na Alemanha, no Luxemburgo e nos Países Baixos.
De acordo com um comunicado divulgado pela ESA na noite de segunda-feira, o bólide fragmentou-se em pequenos meteoritos, e alguns desses fragmentos terão atingido pelo menos uma habitação na cidade alemã de Coblença.
Um meteorito perfurou o telhado de uma casa no bairro de Güls, deixando uma abertura com dimensões aproximadas às de uma bola de futebol, segundo a emissora pública alemã DW.
Não foram registados feridos.
Algumas pessoas que observaram o acontecimento afirmaram também ter ouvido, a partir do solo, o estrondo provocado pela passagem do bólide.
A ESA acrescentou que a sua equipa de defesa planetária está a analisar todos os dados recolhidos sobre o objecto, que, na sua avaliação, teria alguns metros de largura. A agência explicou que corpos com esta ordem de grandeza atingem a Terra com alguma regularidade - desde uma vez a cada poucas semanas até uma vez a cada poucos anos.
“A hora e a direcção do impacto indicam que o objecto provavelmente não era visível para nenhum dos levantamentos do céu feitos por telescópios de grande escala que varrem o céu nocturno à procura deste tipo de corpos”, acrescentou a ESA.
Isto não é invulgar: segundo a agência, objectos deste género vindos do espaço só foram detectados previamente 11 vezes antes de entrarem na atmosfera terrestre.
O episódio ocorreu poucos dias depois de a ESA ter anunciado que um asteróide de grandes dimensões não iria colidir com a Lua em 2032.
No ano passado, o asteróide 2024 YR4 - grande o suficiente para arrasar uma cidade - chegou a ter, por um curto período, uma probabilidade de 3,1 por cento de atingir a Terra.
Foi a maior probabilidade alguma vez atribuída a uma rocha espacial tão grande de atingir o nosso planeta.
Observações adicionais afastaram qualquer risco para a Terra, mas manteve-se uma possibilidade de quatro por cento de o asteróide colidir com a Lua.
Um impacto directo teria dado aos astrónomos uma oportunidade inédita de observar um choque desta dimensão - e poderia ter projectado meteoros capazes de ameaçar satélites em órbita da Terra.
No entanto, novos dados obtidos na semana passada pelo Telescópio Espacial James Webb também confirmaram que o asteróide iria falhar a Lua, segundo a ESA.
© Agence France-Presse
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